domingo, 7 de agosto de 2011

SACRAMENTO NA VIVÊNCIA HUMANA


A pastoral sacramentária é complexa. Nela há pequenas aventuras e muitas resistências. Há muitos enfoques e juízos de valor contraditórios sobre as mesmas práticas. Isso porque a prática sacramentária está ligada ao modelo de Igreja, nem sempre bem definido, ao tipo presbiteral administrador das coisas sagradas, à forma geral de abordar a teologia sacramentaria, que não é chamada a inspirar nada na prática e a interesses, às vezes, escusos. Os dogmas sacramentários do Concílio de Trento, excelentes e ilustrativos, interpretados juridicamente, inspiraram um sacramentalismo indisciplinado e devastador, que regeu a vida da Igreja de forma exclusiva até o Concílio Vaticano II. E ainda continua a reger a prática pastoral, não só a prática ligada aos padres formados na teologia de Trento, mas também a prática ligada os padres formados na teologia do Vaticano II.
A teologia do Vaticano II recoloca os sacramentos no seu devido lugar, com relação a Cristo e à Palavra, com relação à Igreja e com relação à vida cristã. Mas essa teologia não conseguiu ainda chegar ao povo de Deus, povo que vive uma cultura católica, sem evangelho e sem Igreja, cultura habituada a usar mal os sacramentos. Daí, quando se trata da prática pastoral dos sacramentos, os debates pastorais facilmente se desmandam para o casuísmo, passam do pouco plano teológico para plano jurídico, para plano pastoral e para os planos de interesses particulares, e, se tornam debates muitas vezes estéries e incontroláveis, tornando-se uma verdadeira "alquimia", sem solução. E daí, nossa perplexidade ao tratar do assunto, pois, desde já sentimos que nossa colocação ficará reduzida a uma opinião entre várias e cairá entre os nossos pensamentos de estimação, para a estética de nossa formação.

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