quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RECEBAMOS JESUS EM NOSSAS CASAS



Jesus entra em Jericó, que é a cidade mais antiga do mundo, com cerca de 10 mil anos. Essa cidade se encontra no deserto da Judeia. Ali mora uma pessoa muito odiada por todos pelo fato de ser cobrador de impostos – profissão que se caracteriza numa traição ao seu povo, pois toma impostos dos próprios irmãos conterrâneos, para serem dados ao Império Romano. Esta pessoa, cobradora de impostos, odiado por todos, é Zaqueu.
Zaqueu é esta pessoa, segundo Lucas, de estatura baixa e, como qualquer pessoa, por mais que se encontre perdida, em seu mais íntimo possui uma sede de felicidade, de realização, que o dinheiro não lhe trouxe e nunca trará. Ele é um homem rico, mas paupérrimo em seu mais íntimo nos valores e nas virtudes.


Zaqueu sobe no sicômoro na perspectiva de ver este tal de Jesus e poder ser acolhido por Ele; o Senhor também o vê. A surpresa para Zaqueu é que, além de ter visto o Senhor, Ele lhe diz que quer ir à sua casa. Zaqueu, surpreso e maravilhado, não desce da árvore, e sim, desaba – acredito eu.
Em casa de Zaqueu, Jesus o ama profundamente, fazendo refeição e partilhando a vida com aquele que, nem ele mesmo acreditava mais em si. O que mais me deixa maravilhado nesta passagem acerca do encontro de Cristo com Zaqueu é que Lucas – profundamente detalhista no seu Evangelho – não narra o assunto, a partilha que Zaqueu teve com Jesus. Isso é para nos dizer que aquilo que se encontra no mais íntimo do nosso coração, a nossa intimidade, é uma realidade que não diz respeito a ninguém; mas somente a nós e a Jesus.
Cristo passa hoje pela vida de cada um de nós. Creio profundamente que esta árvore hoje não seja um sicômoro, mas sim Nossa Senhora. Por quê? Porque Maria é esta árvore, cujo fruto é Jesus Cristo, o Salvador da humanidade. Para termos o fruto da vida, que é Jesus, subamos nesta árvore que é Nossa Senhora, ou seja, sejamos íntimos da Virgem Maria para que possamos acolher Jesus Cristo – o fruto da vida – em nossa vida.
A maior causa pela qual não estamos gestando frutos de santificação em nós se dá pelo fato de não estarmos impregnados de Maria; o Espírito Santo não realiza as grandes maravilhas que quer realizar, não porque não pode ou não quer; pelo contrario. O Espírito Santo não encontra almas apaixonadas pela Sua Esposa – Nossa Senhora. Quando o Espírito Santo encontra uma alma apaixonada pela Sua Esposa – como não existe esposo sem esposa – aí Ele entra e realiza as maiores maravilhas que pode acontecer na existência humana.
Em Pentecostes, os apóstolos não fazem uma experiência de pedir o Espírito Santo – diretamente. Eles fazem uma experiência com Maria e é dessa experiência que recebem o Esposo da Virgem, o Espírito do Pai, por meio do Filho.
Tudo isso para dizer que Zaqueu hoje é cada um de nós. O sicômoro é Maria – a árvore que trouxe o maior fruto para a humanidade, proveniente de Deus: Jesus Cristo. Permitamos receber Jesus na nossa casa e esta casa tem nome: o coração de cada um de nós. Somente quando o Senhor entra em nossa vida, em nosso coração, é que tudo se transforma.

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